Tihu bonecas de pano - Feminino - Arquétipos das Deusas Gregas

Em 2005 tive meu primeiro contato com os arquétipos das Deusas Gregas. Era um momento delicado da minha vida, de separação, que pedia um olhar mais atento sobre a relação entre o Feminino e o Masculino. Especialmente, um olhar aprofundado sobre as dores do meu Feminino.

Na época, mergulhei no livro A Deusa Interior de Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger. E me deparei com um Feminino muito compartimentado, alguns aspectos desenvolvidos por causa dos padrões estabelecidos e outros, tão importantes para mim, completamente esquecidos.

Foi um despertar! Com as informações e percepções que tive, segui me transformando, com tranquilidade.

15 anos se passaram, a vida mudou muito, eu me transformei bastante...e eis que chega até mim, um convite especial: desenvolver uma coleção de bonecas de pano, das Deusas Gregas.

O pedido veio de uma grande amiga terapeuta e sua parceira de trabalho.

Desde o início eu sabia que não era à toa que este trabalho estava chegando em minhas mãos, pois a questão das deusas, do Feminino, das bonecas e da importância destes temas neste momento planetário, tem me rondado desde 2018 quando iniciei a TIHU bonecas de pano.

Aceitei o convite assim que percebi que a intenção do trabalho terapêutico delas, é de trazer um olhar mais respeitoso e menos fragmentado sobre o Feminino e as Deusas. Temos visto muitos desvios na interpretação destes arquétipos e, infelizmente, o Sagrado Feminino vem sendo banalizado e cada vez mais ligado com a sexualidade exacerbada.

As bonecas são “instrumentos mágicos” de cura e fortalecimento do sagrado Feminino. As bonecas também são curadoras de crianças feridas e elos de conexão com a Mãe Terra, a Natureza, a força Feminina.

Um mês antes de começar a fazê-las, muitas sincronicidades surgiram, entre elas: recebi encomendas de bonecas ligadas à ancestralidade feminina, de sacerdotisas e enchi meu ateliê de cabaças, que para o povo Guarani, são frutos sintonizados com o Feminino.

Fui sendo preparada...

Iniciei o feitio das Tihu Deusas Gregas, estudando. Reli o livro que foi meu companheiro em 2005, complementei as percepções com o estudo de outros textos e deixei a intuição aflorar. Fiquei radiante quando percebi que havia feito grandes transformações de 2005 para cá. E que ainda tenho de ter um olhar mais cuidadoso para com umas deusas deixadas de lado por mim. Foram quase 2 meses envolvida neste universo. A cada deusa que ia se manifestando, experiências iam se apresentando e um olhar mais ampliado e simples chegava.

Ao final, depois de estar com as Deusas prontinhas, foi possível ver, claramente, 8 (oito) delas como portadoras de importantes aspectos do Feminino, que quando se fundem, formam um sistema vivo, chamado Gaia, a Mãe Terra. Elas nos colocam frente à frente com os potenciais, desafios e desvios que cada uma carrega. Escancaram nosso desequilíbrio interno em optar por uma e esquecer da outra. As deusas nos mostram que o Feminino não pode mais ser compartimentado, as partes pedem um diálogo para que possam, juntas, manifestar o Feminino harmonioso.

Autoconhecimento, autopercepção... são caminhos para evoluir. Não temos intenção alguma de promover a identificação superficial



com uma ou outra Deusa; nem de fazermos um trabalho raso com o Sagrado Feminino. Tanto as Tihu Deusas Gregas, quanto as terapeutas que estão com muita dedicação e cuidado desenvolvendo este trabalho, pretendem ajudar no reconhecimento da Luz e da Sombra de cada uma, acolhe-las e integrá-las.

Trabalho inevitável para as mulheres e muito importante para os homens também. A dança entre o Feminino e o Masculino forma a Unidade. Tudo o que está vivo, traz em si esta dança interna. Respeitar a cadência desta dança cósmica é saber caminhar em beleza, resgatando a abundância fértil da Vida!

Hoje apresento a vocês 9 Tihus Deusas Gregas: Deméter, Perséfone, Hera, Afrodite, Ártemis, Atenas, Héstia, Lilith e Gaia.

Aos poucos farei novas postagens compartilhando o que aprendi com cada uma delas nesta etapa da minha caminhada.

Agradeço, profundamente, a Andréa Breda e Mônica Pinheiro, pela confiança e pela seriedade com que estão tecendo este novo trabalho!

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