TIHU bonecas de pano: ÁRTEMIS – Natureza Selvagem


“A Virgem Ártemis, arquétipo de uma feminilidade mais pura e mais primitiva, começa a tornar-se importante novamente. Por muito tempo, permanecemos sem representação da feminilidade absoluta, isto é, que não fosse definida pela sua relação ou com um amante (Afrodite) ou com um filho (Deméter) ou com um pai (Atenas) ou com um marido (Hera).

Na verdade, a feminilidade raramente é representada em termos absolutos, mas sempre em relação com alguma outra realidade do mundo masculino. Em geral, quando uma mulher se retira para um território fechado aos homens, ela é vista como um pária, uma feiticeira ou uma louca.

Ártemis, que é lindíssima, tão linda quanto Afrodite para alguns, vem assim santificar a solidão, a vida natural e primitiva à qual todos podemos retornar quando julgarmos necessário nos relacionar apenas com nós mesmas. Amazona e arqueira infalível, Ártemis garante nossa resistência a uma domesticação que seria completa demais.

Além disto como protetora da fauna e da flora, ela é a figura mais diretamente ligada ao debate ecológico contemporâneo e às opções sociais dele decorrentes.

Sob nomes diferentes, o espírito das deusas que os povos antigos do Velho Mundo conheciam como Ártemis sempre esteve presente no continente americano, nas tradições nativas que reverenciam “ o modo belo da Terra”. Os povos mais tragicamente oprimidos da América do Norte* nunca deixaram de praticar um estilo de vida holístico e integrado com a terra, que mais do que compensa a unilateralidade da “espiritualidade” cristã.

Para os gregos antigos, Ártemis era a deusa dos lugares agrestes, habituada a caçar nas montanhas e a seguir o rito dos animais, e em harmonia com os ciclos da lua.”

Fonte: A Deusa Interior – Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger

*Eu diria: Os povos mais tragicamente oprimidos das Américas...


Ártemis é uma deusa de energia jovial, deusa lunar que vive na mata. Tudo indica que foi a deusa que não quis seguir com a vida possível que se apresentava às mulheres: ser mãe, genitora...então se retirou do mundo “comum”, do padrão vigente.

A mulher-Ártemis é aquela que desistiu dos homens, se retirou e foi aprender a viver com a natureza selvagem. A fauna, a flora, os animais, os minerais. Aprendeu sobre a Unidade e o sistema vivo que funciona! Era amiga dos animais; mas precisava caçar. Tinha medo; mas aprendeu a ser forte.

A TIHU ÁRTEMIS traz seu arco e flecha e roupas feitas da sua caça. Ela carrega, em sua cabeça, a força lunar representada num adorno. Traz a simplicidade da natureza. Seus cabelos verdes, a pele felina, as pedras como adereços evidencia a relação próxima com a natureza como ela é.




NOTA:

As bonecas são “instrumentos mágicos” de cura e fortalecimento do sagrado Feminino. As bonecas também são curadoras de crianças feridas e elos de conexão com a Mãe Terra, a Natureza, a força Feminina.

Iniciei o feitio das Tihu Deusas Gregas, a pedido das terapeutas Andrea Breda e Mônica Pinheiro. A quem agradeço pela confiança e pela seriedade com que estão tecendo este novo trabalho!

Desenvolvi 9(nove) bonecas de pano. Tihus Deusas Gregas: Deméter, Perséfone, Hera, Afrodite, Ártemis, Atenas, Héstia, Lilith e Gaia.

Ao final, depois de estar com as Deusas prontinhas, foi possível ver, claramente, 8 (oito) delas como portadoras de importantes aspectos do Feminino, que quando se fundem, formam um sistema vivo, chamado Gaia, a Mãe Terra.


8 visualizações
  • Facebook
  • Instagram

© 2019 Débora Dalsasso by Páginadois