Perséfone – “A deusa do mundo inconsciente”


“ Perséfone, a filha de Deméter, estava brincando com as filhas de Oceano. Ela colhia flores, quando colheu um Jacinto, uma armadilha plantada por Gaia, conforme os planos de Zeus, em um favor para Hades.

Jacinto era radiante e magnífico e a menina deixou-se encantar. Quando o colheu, a terra se abriu e das profundezas, Hades surgiu e agarrou a menina. Contra a vontade da menina, mas com a aprovação de Zeus, ele a levou para longe.


Muitas mulheres-Perséfone são altamente reservadas e, muitas vezes, reclusas. Essas mulheres precisam de muito tempo sozinhas, levando a cabo seus projetos secretos, suas reflexões, sua comunhão com o mundo invisível. Isso é o que significa viver a maior parte de sua vida no mundo avernal, entre os espíritos.

Em sua fragilidade, nós pressentimos um anseio por afeição e intimidade profunda, embora seja difícil dizer se é a intimidade do espírito ou do corpo que ela realmente deseja.

Há uma sutil dissolução do “eu” e do “outro” num estado quase místico de fusão.

O seu mundo é paranormal e a estrutura da sua consciência é objeto da parapsicologia.

É precisamente porque Perséfone habita as fronteiras do cientificamente conhecido que ela se sente alienada e insegura de si mesma.

A mulher-Perséfone, geralmente, tem uma estrutura frágil de ego. É, portanto, facilmente suscetível a ser sobrepujada quando conteúdos vindos da sua mente inconsciente a avassalam.

Como os conteúdos são inconscientes, ela carece de faculdade necessária da discriminação para poder percebê-los, e da linguagem para poder expressá-los adequadamente.

Em vez de se identificar com os conteúdos do inconsciente coletivo – bastante desvinculados da realidade – ela deveria considerar a sua faculdade medial como um instrumento e receptáculo desses conteúdos. Mas para tanto terá que encontrar uma linguagem apropriada. As mulheres mediais tinham em culturas anteriores uma função social como videntes, ialorixás, curandeiras ou xamãs”

Fonte: A Deusa Interior – Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger


A TIHU Perséfone, a deusa do mundo inconsciente, das águas profundas, do inverno, renasce na primavera, fazendo florir as sementes, expandindo as flores e gerando os novos frutos. Ela acompanha os ciclos da natureza, ela rege a vida-morte-vida, as estações!

Coberta com o manto escuro, símbolo das profundezas e do inverno, ela esconde a delicadeza e as etapas do ciclo: as cores, flores, sementes e frutos da primavera; verão, outono que vem após cada inverno. O tom de azul dos cabelos e da coroa remetem à conexão com as águas e com o inconsciente. A mandala que carrega, pulsa a energia de vitalidade e cura da natureza!

NOTA:

As bonecas são “instrumentos mágicos” de cura e fortalecimento do sagrado Feminino. As bonecas também são curadoras de crianças feridas e elos de conexão com a Mãe Terra, a Natureza, a força Feminina.

Iniciei o feitio das Tihu Deusas Gregas, a pedido das terapeutas Andrea Breda e Mônica Pinheiro. A quem agradeço pela confiança e pela seriedade com que estão tecendo este novo trabalho!

Desenvolvi 9(nove) bonecas de pano. Tihus Deusas Gregas: Deméter, Perséfone, Hera, Afrodite, Ártemis, Atenas, Héstia, Lilith e Gaia.

Ao final, depois de estar com as Deusas prontinhas, foi possível ver, claramente, 8 (oito) delas como portadoras de importantes aspectos do Feminino, que quando se fundem, formam um sistema vivo, chamado Gaia, a Mãe Terra.




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