DJATCHY - Divindade da Lua

Atualizado: Set 2



Aquela que rege os ciclos femininos, os ciclos das águas, as fases de cada processo de vida.

Para o povo Guarani Djatchy é um Deus, mas na coleção Nheery ela se apresentou como uma Deusa.


Como estamos respeitando as intuições que chegam e a vontade de cada Ser em se apresentar, Djatchy Feminina, foi criada em forma de boneca. Talvez isto tenha acontecido porque ela faz parte da ancestralidade de Djatchuka (Celita Antunes) - liderança feminina, conhecedora das ervas e da sabedoria Guarani, moradora da aldeia Yynn Moroti Wherá – Biguaçú/SC. Seu avô materno era do extinto povo Xetá. Os Xetá contavam que Djatchy é uma deusa muito feminina.


Para os Guarani, Djatchy é um deus muito lindo e muito apaixonado pelo ser humano. E como era lindo Ele namorava e “aprontava” muito. Nesta caminhada Ele conheceu muito bem o lado feminino das humanas. Conheceu o jeito da mulher. Como Deus, conseguiu o que nós mulheres não conseguimos entender e interpretar em nós mesmas. Por isto deixava as mulheres muito apaixonadas e se apaixonava também.


Como Djatchy “aprontava” muito, a mãe de uma das moças teve uma ideia para saber se eles estavam juntos. Ela resolveu passar tinta feita de jenipapo (tinta preta e muito resistente) em suas mãos, enquanto ela dormia. Quando Djatchy veio namorá-la, a moça colocou a mão no rosto dele, que, então, ficou todo manchado. Por este motivo, até hoje, a mancha, em forma de mão, aparece na lua cheia quando a noite está bem clara.


Para os Xetá, Djatchy traz toda a parte do crescimento das plantas e o movimento das marés. Ela faz parte do mar. Nas aldeias, no período menstrual, Ela trazia um líquido em forma de bolinhas que era colocado no ventre das meninas. Depois, elas mesmas, estouravam para entregar à Mãe Terra. Assim a Mãe Terra era lembrada da presença feminina na Terra e abençoava todas as mulheres.


Araí, irmã da Celita, em seu TCC (Universidade federal de SC) nos conta:

"Djatchy, a lua que rege a vida feminina Guarani, influencia espiritualmente a vida da mulher aqui na Terra, e faz parte do espírito e do modo tradicional feminino Guarani de ser e de viver."


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