Mas, em 2007, consegui compilar algumas

vivências com o Feng Shui (Taoísmo),

Kabbalah e Tradições Indígenas Brasileiras.

Surgiu, então, o sistema Ambá Ÿu!

Feng Shui

Foi meu pai quem me apresentou ao Feng Shui. Economista, pai de uma arquiteta recém-formada, leu uma reportagem sobre essa técnica chinesa que abordava a harmonia de cidades, empresas, casas, pessoas…A partir daí, comecei a estudá-la.

Ao mesmo tempo em que eu descobri o Feng Shui, aprendi sobre astrologia, planetas e ciclos. No meio do caminho, me deparei com Roger Green, um professor que defendia a alteração de alguns cálculos, mas mantendo os princípios da arte chinesa, para aplicação, também, no Hemisfério Sul. Simplesmente, esse novo olhar mexeu com tudo o que eu vinha estudando, porque com ele consegui unir conceitos lógicos sobre os ciclos, as estações, os movimentos planetários, etc.Mergulhei em mais aprendizados e muitos testes. Eu queria ver como essas coisas se comportavam no dia a dia.

Continuei a formação com Roger Green, até que despertei com algo que ele falou: “O Brasil é tão rico! Busquem as curas naturais que vocês têm aqui! As matas, as pedras. Busquem um Feng Shui brasileiro!”

O movimento do escritório de arquitetura estava ótimo e eu conseguia trabalhar com Feng Shui (para os hemisférios Norte e Sul) em cada caso. Depois do período de experimentação, optei por respeitar as diferenças entre as aplicações acima e abaixo da linha do Equador. Era, então, hora de buscar um Feng Shui mais brasileiro, que considerasse nossa forma de ser, nosso entendimento da vida, nossa cosmovisão e nossa natureza!

 Kabbalah

Nesse período, conheci Ozampin Olafajé (em memória), um professor de Kabbalah. Foi um encontro muito especial e profundo. Anos e anos de aprendizado sobre a vida e seus mistérios, sobre nossa caminhada do Espírito para a matéria e vice-versa, sobre o Sagrado. Era um olhar através das lentes desta tradição, mas livre de qualquer ligação religiosa (Judaísmo). Íamos aprendendo sobre a essência desse sistema, caminhando pelo olhar do povo egípcio e africano. Foi aí que compreendi a ponte que existe entre essas sabedorias e o povo brasileiro.

 Tradições Indígenas Brasileiras

Depois de muito tempo de espera, consegui fazer um curso com Kaká Werá Jecupé– indígena brasileiro, de origem Tapuia, batizado Guarani. Fui procurá-lo achando que encontraria as técnicas de harmonização de ambientes vivenciadas por esses povos, realmente brasileiros. Mas me deparei com uma transformação pessoal! Passei por situações de vida desestruturadoras e renasci! Quando abandonei a busca pelo “Feng Shui dos índios”, só assim, as primeiras respostas começaram a chegar!

Descobri, através de mim mesma e das experiências pelas quais eu via meus colegas passando, que andamos muito inconscientes e inconsequentes em relação às nossas raízes. Nosso povo original possui uma sabedoria imensa. Sua cosmovisão é riquíssima, sem deixar nada a dever para tradições como o Taoísmo, Budismo ou Hinduísmo. Aliás, as semelhanças com essas e outras tradições antigas e profundas são muitas!

E a maior beleza é que o povo indígena sabe reverenciar o sagrado que há em tudo, especialmente o que há nas coisas do mundo terreno. Dessa forma, o mundano é tão rico quando o espiritual, desde que saiba vibrar aquilo que É. Como a essência é tão profunda, tão alinhada, o caminho fica simples: o som, a cor, a natureza, com toda sua diversidade e ensinamentos. Agradecer, honrar e confiar!

Percebi que não havia nada muito pontual para ajudar na aplicação de um Feng Shui mais brasileiro. Havia uma rica cosmovisão, uma forma muito bonita de ver a vida! E, em especial, uma maneira profunda de se relacionar com a natureza.

 Ambá Ÿu

São nove anos de caminhada com Kaká, e ainda tenho muito a aprender na sabedoria ancestral brasileira. Mas, em 2007, consegui compilar algumas vivências com o Feng Shui (Taoísmo), Kabbalah e Tradições Indígenas Brasileiras. Surgiu, então, o sistema Ambá Ÿu!

O objetivo desse sistema é contribuir com a harmonia no dia a dia, através da relação saudável entre pessoas e ambientes. E, para isso, é preciso despertar e fortalecer nossa integração com a natureza, porque somente a partir dela poderemos harmonizar nossa própria natureza! É dela que somos formados e nela que somos ancorados! Este é um princípio de base do povo indígena e também presente na Kabbalah, sem falar que vai ao encontro do Taoísmo e à origem do Feng Shui.

 

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