São indicados elementos naturais, formas, cores,

objetos de decoração que tenham significado

pessoal (símbolos) e, principalmente o olhar

consciente sobre cada questão abordada.

 

Em 2007, compilei algumas vivências com o Feng Shui (Taoísmo), a Kabbalah e as tradições indígenas do Brasil. Assim, surgiu o sistema Ambá Ÿu. O objetivo desse sistema é contribuir com a harmonização no dia a dia, através da vivência saudável entre pessoas e ambientes. E para isso, é preciso despertar e fortalecer nossa relação com a natureza, porque somente a partir dela poderemos manifestar nossa própria natureza! É dela que somos formados e nela que somos ancorados! Este é um princípio de base do povo indígena e também está presente na Kabbalah, sem falar que vai ao encontro do Taoísmo e à origem do Feng Shui.

 

O sistema Ambá Ÿu

O Ambá Ÿu pode ser utilizado de muitas formas. Na sua profundidade, ele funciona como um diagnóstico que identifica as tendências vibracionais da construção em estudo e das pessoas que ali convivem. Nesse diagnóstico, podemos detectar dificuldades em determinadas áreas de vida, facilidades em outras. É possível perceber qual o enfoque do momento, como está a nossa relação com o mundo ao nosso redor.

São indicados elementos naturais, formas, cores, objetos de decoração que tenham significado pessoal (símbolos) e, principalmente, o olhar consciente sobre cada questão abordada. O sistema funciona como um mapa, facilitando a conversa entre os indivíduo e os espaços. Mais do que isso, ele pode abrir a possibilidade de uma troca mais respeitosa entre as pessoas, suas construções e as diversas inteligências que mantêm a vida do planeta e do terreno em que habitamos.

Embora esta caminhada ainda seja lenta demais para nós, não índios, ela promete muitas curas. Entrar em sintonia com o fluxo natural e respeitar as diversas formas de vida presentes no nosso ambiente são etapas na promoção de um dia a dia mais saudável e próspero.

O diagnóstico é feito por meio do mapeamento de Feng Shui Tradicional (no Brasil, utilizando a Escola do Hemisfério Sul), mas a linguagem é diferente! O sistema Ambá Ÿu considera o espaço como a união de oito partes mais o centro. Cada uma delas é simbolizada por uma parte da Árvore Sagrada (A Árvore que nos ensina a ir da matéria em direção ao Espírito/Unidade, através da realização de nosso potencial essencial).

A escolha de olhar para o espaço através das partes da Árvore surgiu da necessidade de lidarmos com símbolos mais simples e contextualizados na nossa realidade, utilizados no lugar dos trigramas do I Ching. A árvore foi escolhida por dois motivos principais: ela está presente em praticamente todas as sábias tradições, portanto, é um símbolo bastante aceso em nosso inconsciente; e é respeitada como uma mestra pelos indígenas! A maioria deles tem seus mitos da Criação ligados a várias delas –fazem parte da família, são antepassados respeitados e honrados. E o Brasil? Temos nosso nome vindo do Pau-Brasil (Ivirá Pitanga – uma árvore de alma vermelha). Tanto para a Kabbalah quando para o povo indígena, o nome revela quem você é e que missão traz, portanto, também é importante trazer nesse Feng Shui mais brasileiro o respeito às origens do nome do país!

Para transformar o mapeamento em um trabalho de mergulho interno e autoconhecimento, além de utilizar cálculos da astrologia chinesa, acrescento a numerologia kabbalística, uma prática que fala sobre padrões que trazemos, nossas vibrações de alma e psique.

Com todas as informações em mãos, surgem propostas de alteração de layout, direcionamento de um ou outro mobiliário, uso de cores e formas, simbologias próprias, mas, principalmente, a importância da reaproximação com os elementos naturais, tanto na decoração quanto na relação. Ervas queimadas, óleos essenciais, imagens de flores, de águas, a presença do fogo e das plantas, a contribuição das pedras… Tudo isso trabalhado de uma forma consciente, com respeito à inteligência que trazem em si.

Além das aplicações, o entendimento sobre o que aquele espaço está possibilitando de aprendizados e experiências completa a proposta de cura do sistema Ambá Ÿu. O nível de profundidade dessa conversa pessoal-local vai depender do quanto os clientes cuidam, alimentam, respeitam seus ambientes e de quanto percebem a força com que a terra, o fogo, o ar e a água pulsam, mantendo a vida planetária! Ter espaços harmoniosos depende dessa sintonia com o fluxo natural, e estar em harmonia interna também depende deste fluir. Assim como o povo indígena, não consigo ver a saúde, a cura, desvinculada do respeito à natureza, simplesmente porque somos feitos dela e voltaremos a ela.