Com Kaká Werá Jecupé, aprendi a tomar um banho de rio, de mar, de lagoa, de águas termais ou de cachoeira de uma forma diferente: com consciência e profundidade! Aprendi a celebrar o encontro com as águas através do canto, da dança, das orações, das brincadeiras. Ao estar nelas, festejo como quando encontro alguém muito querido!

Não é algo simbólico, pelo contrário, é muito real! Para as tradições ancestrais brasileiras, as águas que correm aqui têm sua origem nas águas lá de cima, a via-láctea, e, portanto, são nossas ancestrais muito antigas! E nós, seres humanos, somos filhos dessas primeiras águas que desceram do céu! Nós e todos os seres vivos que dependem da sua existência.

Entrar nas águas é estar em contato próximo com nossa Mãe, com uma força feminina ao mesmo tempo forte e sensível, que é fonte de todas as vidas! Como mãe, ela nos deixa um legado de sensibilidade, fluidez, amorosidade, abundância e, principalmente, nos dá a própria vida!

Além de estarem fora de nós, no ambiente que habitamos, as águas também correm no corpo físico. São os líquidos do nosso organismo, em especial o sangue, que fortalece o ser. E elas são responsáveis por fazer circular nossas emoções. Aparecem como a lágrima da tristeza e da alegria, são eliminadas pelo suor do cansaço e pela urina que nos purifica!

 

A água na harmonização de ambientes

Na harmonização de ambientes, a água corrente pode trazer prosperidade, servindo de veículo para a energia vital. Ela nos ensina a fluir na vida, a contornarmos obstáculos, a nos adaptarmos às necessidades, preenchendo espaços inabitados de nós mesmos, nossos esconderijos!

Quando em desarmonia, costuma aparecer como infiltrações, vazamentos, umidade, causando diversos tipos de problemas, inclusive de saúde. Uma casa que acolhe água em excesso funciona como uma esponja que assimila tudo o que vem de fora e acaba se resfriando, criando ambientes propícios ao desenvolvimento de doenças, tanto físicas quanto emocionais. Um clima frio, depressivo, desanimado e profundo pode ser sentido em ambientes desse tipo.

Águas que escorrem, por exemplo, podem indicar casas que choram, emoções que devem ser olhadas com carinho! A sua falta é outro problema bastante sério, pois impossibilita o desenvolvimento de funções básicas do dia a dia! Quando há carência de água, a vida em nossos lares se resseca. As emoções tornam-se quebradiças, pouco amorosas, sem “jogo de cintura” e inflexíveis.

Saber lidar com as águas é um grande aprendizado! Tudo o que damos a elas circula, flui!

Se a retemos, a abundância trava; se permitimos seu fluir de forma extravagante e exagerada, ela pode levar embora a energia vital; se é presa e transborda, pode destruir tudo ao seu redor; se não é bem tratada, pode secar!

 

A Água no sistema Ambá Ÿu

No sistema Ambá Ÿu, fontes, líquidos, flores, ervas, transparências, imagens de cachoeiras, rios, oceanos, de animais aquáticos podem ser utilizados para trazer a força vital das águas para dentro dos ambientes. A harmonia vem do respeito com que ela é tratada, da forma como é trabalhada e do equilíbrio na sua aplicação em relação aos outros elementos da natureza: Fogo, Terra e Ar.

Observando o mapeamento local, ambientes específicos são indicados para a sua utilização, fortalecendo a fluidez, abundância e vitalidade; em outros espaços, sua presença pode potencializar perdas materiais e desgastes vibracionais.

Tudo o que a água recebe, ela leva, faz circular! Então, aproveite para utilizar símbolos harmoniosos, palavras amorosas*, óleos essenciais específicos nas águas de sua casa. Alimente-a com carinho e ela levará seu recado para todos os cantos do mundo, através de sua conexão com todas as águas do Céu e da Terra!

 

* Pesquisas realizadas pelo Dr. Masaru Emoto demonstram que as emoções humanas podem interferir na estrutura de cristais de água. Para saber mais, clique aqui.