Meu olhar, meu sentir!

No final do ano passado, estive na encantadora cidade de Tiradentes, em Minas Gerais. Fui apresentar o sistema Ambá Ÿu no 13º Seminário de Feng Shui – Edição Bienal Internacional – A Casa e os Diálogos com a Terra.

Esperava encontrar um público tradicional de arquitetos e consultores de Feng Shui, mas para minha feliz surpresa, me deparei com profissionais de diversas áreas, incluindo médicos, psicólogos, arquitetos, designeres, artistas, enfim, pesquisadores que me mostraram como corações valorosos aliados a mentes brilhantes, como diz Kaká Werá Jecupé, são capazes de impulsionar grandes e positivas transformações!

O clima era de amizade, alegria, cooperação e de busca por vocações e trabalhos mais realizadores. Um típico encontro dos novos tempos.
A faixa etária dos participantes também era diversificada: jovens estudantes e recém-formados, experientes profissionais, anciões de bem com a vida. Grupos de amigos, famílias unidas, casais e solteiros, todo tipo de gente se fez presente, com a cabeça e o coração abertos ao novo!

Estou escrevendo este texto para agradecer a TODOS que participaram de uma forma ou de outra daquela saudável reunião. Minha gratidão vai ao idealizador do Seminário de Feng Shui, arquiteto Carlos Solano, estendendo-se às organizadoras Júlia Alissa e Roberta Siqueira (Arado Cultural), a todos os funcionários do Centro cultural Yves Alves, à equipe de apoio e aos patrocinadores, bem como a todos os seres que mantiveram a harmonia do grupo e que cuidaram, também, do espaço físico e vibracional que nos acolheu. Gratidão à natureza daquele belo lugar!

Muitos encontros e reencontros com amigos de jornada!

 

Quarta-feira

Na quarta-feira à noite, fomos presenteados com o som do Duo Cellos in Música, na belíssima igreja matriz. Os músicos nos levaram a vivenciar sensações que seguiam a tônica dos quatro elementos, Fogo, Terra, Ar e Água. E assim, iniciamos nosso diálogo com a Terra, fazendo nossa nutrição natural pela arte!

O coquetel de abertura trouxe alimento físico da mais alta qualidade. Uma perfeita integração entre quitutes mineiros e saudáveis frutos da terra.

 

Quinta-feira

A quinta-feira foi guiada pelo querido Solano, que nos apresentou um olhar geral sobre o Feng Shui e suas escolas, nos encaminhou pela sabedoria do povo brasileiro, através da Casa Natural, e chamou a atenção para a importância planetária das árvores! Boa parte de seu trabalho – sempre como um iniciador de movimentos, responsável por trazer até nós sabedorias antigas e por fazer com que tudo isso seja expandido e compartilhado – está presente em seus livros Feng Shui – Kan Yu – Arquitetura Ambiental Chinesa, Editora Pensamento; Casa Natural, edição do autor; e Nossas Árvores – O Resgate do Sagrado (com Sandra Siciliano), edição dos autores.

Nunca é demais agradecê-lo pela sua linda e eficiente caminhada no plantio de tantas sementes e, em especial, por ter sido meu primeiro professor de Feng Shui, por ter me ensinado a olhar essa arte, através da natureza, por ser um amigo de muitos anos e por ter me feito o convite para participar desse seminário tão marcante!

Com certeza, voltei de Tiradentes com outros “ares”, com muito mais clareza sobre o caminho a seguir no cumprimento de minha sagrada tarefa! Ahou!!!

 

Sexta-feira

Sinto profundo carinho por Richard Creightmore, palestrante vindo da Inglaterra, que nos falou com sabedoria e, portanto, simplicidade, da natureza como aliada nos processos de harmonização de ambientes. Aprendemos que os gravetos doados por um eucalipto amigo curam a terra ao serem colocados, com delicadeza e sintonia, em pontos específicos do solo. As águas podem carregar todo o tipo de bênçãos se soubermos cuidar delas. Há possibilidades de “conversarmos” com os espíritos da natureza, trabalhando de forma cooperativa na manifestação da saúde local! E assim passamos a sexta-feira!

 

Sábado

Meu coração pulsa muito forte quando lembro dos colegas palestrantes Vivi e Flávio! Apresentamos nossos trabalhos no sábado pela manhã, um após o outro, numa sintonia de intenções e de frequência, alinhados, gerando uma onda muito bonita de possibilidades.

Comecei compartilhando a sabedoria do Kuaracy Korá (círculo de pedras que representa a cosmovisão Tupi), trazendo de volta um espaço genuíno de oração, com e pela natureza. Expliquei que a partir do reconhecimento da força das quatro direções (norte, sul, leste e oeste) e dos sagrados poderes do Ar, da Água, do Fogo e da Terra, podemos fazer como as árvores, que se elevam da Terra em direção ao Céu. Apresentei, então, a mandala da Árvore Sagrada, para ser aplicada na leitura e harmonização de ambientes, representando os movimentos de nossa consciência, da matéria em direção ao Espírito.

Fui abençoada pelo apoio de Kaká Werá Jecupé, que desde 2005 me conduz no alinhamento pessoal, no desenvolvimento de minha tarefa, e me incentivou a apresentar o Kuaracy Korá nesse evento. Outro apoio também se fez presente durante a elaboração e apresentação do meu trabalho: muitas pessoas sentiram que alguma coisa foi despertada em suas consciências, algo ligado às nossas origens indígenas. Gratidão à essência desse povo!

Logo em seguida, fomos agraciados pela fala alegre do arquiteto Flávio Duarte, da BIOhabitate. Além de apresentar exemplos de seu trabalho pioneiro, corajoso e materializador de construções vivas, ele nos trouxe a beleza de um jovem que está “a serviço”, construindo um mundo mais humano e amoroso.

Viviane Oliveira chegou como uma fadinha, compartilhando a sabedoria profunda do Povo de Pedra! Outra jovem “ a serviço”, trabalhando com intensa dedicação e amorosidade. Nos falou sobre aquilo que aprende, principalmente, na troca diária com esses seres que estão aqui, nos ajudando a equilibrar todo o tipo de desordem. Vivi e seu marido Júnior, seguindo os passos de sua mãe, criam luminárias divinas, de pura Luz, a Lumi Cristal! Todas feitas de cristais, associados a outras pedras específicas, essas luminárias atuam nos ambientes e no campo vibracional das pessoas. O cuidado desde a retirada das pedras da terra até a fabricação da Lumi faz toda a diferença no resultado das harmonizações!

Nem sei como expressar minha felicidade por ter encontrado com essa “irmã”. Com certeza, parceira de jornada daqui para a frente! Juntas, pós-seminário, numa vivência com o Povo de Pedra, tivemos uma bela experiência, surgindo daí um chamado, uma parceria profissional, mas isso é assunto para mais à frente!

Sábado à tarde, aconteceram oficinas. Além dos palestrantes, contamos com o trabalho do arquiteto Celso Borges e a Escola das Formas, com sua constante entrega no apoio à realização do 13º Seminário de Feng Shui. A arquiteta Aline Mendes colaborou trazendo seu conhecimento na técnica das Estrelas Voadoras, e assim estudamos a casa de uma moradora local. À noite, houve a apresentação de Miguel Angel, que nos trouxe uma leitura dos ambientes através do ciclo dos cinco elementos (Fogo, Terra, Metal, Água e Madeira), unindo psicologia e arquitetura!

 

Domingo

Domingo pela manhã, formamos grupos e fizemos algo muito importante: cada equipe, guiada por um professor, analisou uma casa local. O fechamento do 13º Seminário de Feng Shui se deu com a apresentação de cada olhar, mostrando que a cooperação entre as diferentes formas de “ver” é responsável por soluções mais adequadas e pelo desenvolvimento de cada um dentro de uma verdadeira sociedade. Se todos nos unirmos com a intenção de melhorar, as portas se abrem e a possibilidade de “cura”-harmonia se apresenta!

Tivemos um evento no qual pessoas que dialogam com a Terra se encontraram e, juntas, fortaleceram o desenvolvimento de uma arquitetura mais saudável. Estudiosos, pesquisadores, profissionais – a união da mente com o coração!

Enfim, como podem sentir, o 13º Seminário de Feng Shui foi um presente divino! Desejo que muitos e muitos desses encontros aconteçam pelo mundo e que o próximo, em 2016, seja tão abençoado quanto o último! Todos estão, desde já, convidados!